domingo, 8 de agosto de 2010

Férias

A nossa neta Ana esteve conosco na quinta, juntamente com os pais, durante a semana final das férias deles. A Ana continuará conosco até o início das aulas, indo ficar com os pais aos fins de semana.
Foi uma semana magnífica de bem-estar, em convívio familiar. Divertimo-nos, conversámos trocando ideias e pareceres, fizemos os nossos petiscos, bebemos e bebericámos, fizémos piscina, apanhámos sol etc.
O pássaro Alvim e o cãozinho Quico também vieram.


A Ana também se divertiu a brincar com dois gatitos pequenos, procurando domesticá-los e com três gatos adultos semi-selvagens que nos visitam todos os dias para uma refeição que lhes pomos.





terça-feira, 29 de junho de 2010

Parque de Muel, Saragoça

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O Parque de Muel foi, mais uma vez, local de realização do festival de cerâmica "Domadores de Fuego", em que gostosamente participei.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Morangos

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O sol dá-lhes cor e sabor
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Primavera 2010

Durante a semana passada tivemos uns diazinhos de sol cá no Cerrado do Moinho. Logo as plantas deram sinal positivo e, talvez enganadas, começaram a preparar-se para deixar descendência.








domingo, 11 de abril de 2010

Foi verdade


Espertezas pedagógicas que dão em desastre.
Os adultos têm com as crianças, por vezes, atitudes infelizes e involuntárias, até pensando que estão a proceder bem.
Dantes, quando ainda não havia televisão e só havia rádio em algumas casas, era hábito algumas famílias fazerem visitas a outras famílias, depois do jantar, para conviverem e também contrariarem um pouco a vontade de irem dormir logo a seguir à refeição. Com os pais estavam os filhos mais novos, indo os mais velhos dar a sua voltinha ou fazer os deveres. Todas estas visitas não eram demoradas, aos olhos de hoje, pois faziam-se tendo em conta que a noite era para dormir e não começava tarde.
O que vou contar, no fundamental, passou-se mesmo. Os nomes são fictícios.
O Sr. Melo com sua esposa estavam de visita ao Sr. Santos sua esposa e filho mais novo, de uns seis anitos. A filha e o outro filho, mais velhos, após os cumprimentos de recepção, pediram licença e retiraram-se para irem acabar trabalhos escolares.
Os homens fumegavam os seus cigarros e bebericavam uma aguardente bagaceira de casa, com o café. Conversavam "conversas de homens", já que as senhoras falavam entre elas, "conversas de mulheres".
A criança, ou porque queria atenção ou porque já se habituara ao ambiente do fumo, ou sabe-se lá porquê, disse que também queria fumar. O pai Santos, "disciplinador", reprimiu, só de olhar, qualquer nova tentativa do miúdo que, como os irmãos, estava habituado a acatar "disciplinadamente", mesmo sem perceber, as ordens do pai.
O Sr. Melo, mais macio, terá sugerido discretamente que o pai deixasse a criança experimentar que perderia logo a vontade, ao engasgar-se e nunca mais pediria.
E foi o que se passou. Um dos cigarros passou-lhe pela boca, engasgou-se, tossiu etc.
Porém, ficou-lhe na alma a certeza de que não era crime fumar, mesmo que os adultos o proibissem às crianças. Se o fosse, o pai não permitiria o que se passou.
Mas que era proibido para as crianças, era.
Mais tarde, cerca dos seus oito anos, voltou-lhe a lembrança de experimentar. Vendo os colegas do colégio, que eram mais velhos, irem fumar às escondidas, para as latrinas que havia no recreio, resolveu fazer como eles.
"O fruto proibido é o mais apetecido".
Como alguns deles, enrolava barbas de milho em papel e tinha, assim, os cigarros que quisesse.
Quando arranjava algum dinheirito comprava dos autênticos, iguais aos que ia comprar para o pai.
Antes de entrar em casa passava pelo limoeiro e mascava folhas para perder o cheiro do fumo.
No princípio fumaria uma ou duas vezes por semana. Até nem gostava muito que fazia tonturas, quase de cair. Mas encostava-se à parede e passava.
Depois passou a gostar... e muito. Até punha, já casado, a mulher e os filhos a fumar, indirectamente.
Cinquenta e dois anos depois deixou de fumar por imposição de doenças graves que lhe faziam a vida num inferno de desconforto.
Mais dez anos depois começou a ouvir-se da boca dele que se sentia como nunca em termos de bem-estar.
Nunca mais fumou.
E gostava muito... mas gosta mais da VIDA.
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Primavera, já vieste, ou ainda não?

Os tempos invernosos que temos vivido demoram a passar.
As plantas, ávidas por mostrarem a beleza do desabrochar, mal encontram uma pequena entreaberta depressa se preparam para o desfile.
Quando aqui cheguei, hoje, como o sol estava de feição, fui de imediato cumprimentar e dar uma olhada às minhas flores.
As ameixieiras já estão a mostrar-se, embora com alguma timidez.
As camélias e as azáleas não quiseram esperar mais e já estão na passerele. As saxifragas, estas indiferentes ao clima, já se exibiam no fim do inverno.
São uma boa companhia que tenho, pois convivo com elas tanto esteja dentro, como fora de casa. Da oficina também posso olhá-las.









domingo, 13 de dezembro de 2009

Brinquedos


José Ramos – lembranças... (3)
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Estamos próximos do Natal e recordo-me de uma vez, nos períodos a que já me referi, ter tido no sapato, que colocava junto ao fogão de lenha (não tínhamos lareira), um camiãozinho de chapa, com capota vermelha e caixa verde escura. Como carga trazia umas moedas novas de cobre, reluzentes, a que eu dava valor como se de ouro se tratasse. O maior volume era constituído por um belo par de meias axadrezadas com cores vistosas. Talvez tivesse tido como prenda mais alguma camisola de lã que a minha tia Zulmira, de Famalicão, sempre fazia para os sobrinhos, quando crianças. Ah! Esquecia-me de falar noutra coisa muito querida. Vinham também, na carga, uns molhinhos de cinco chocolatinhos, com várias cores, amarradinhos com uma fitinha fina de seda. Vendiam-se já assim nas lojas, mas o Menino Jesus não precisava de comprar pois tinha de tudo. Até tinha camisolas iguais às que fazia a minha tia.
Também havia cigarros de chocolate, envolvidos por uma cinta de papel semelhante à dos cigarros “Fortes” (e que presumidos nos púnhamos, de cigarro na boca… imitando os adultos!). Meus pais nunca me deram desses, eu é que, já mais tarde, os comprava com alguns tostões que ganhava ou me davam (um tostão era dez centavos ou seja a décima parte de um Escudo).
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Mas também trouxe esta recordação para aqui com a intenção de referir que, apesar de ter gostado das prendas e de ter brincado um bocado com o camião, depressa me desinteressei. Na véspera, tinha entrado no mundo dos jogos com sameiras (caricas) e, na minha cabeça, quase só havia lugar para a”Volta a Portugal”que jogávamos no “passeio” fronteiro a minha casa.
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O que era a nossa “Volta a Portugal”?
Nos passeios que ladeiam as ruas, riscavam-se com giz duas linhas paralelas, distantes uns quinze centímetros, com curvas mais e menos sinuosas. Havia um princípio para a partida e um fim.
Dois ou mais jogadores, sorteavam as prioridades e jogavam. Ganhava o que chegasse primeiro ao fim. As jogadas consistiam em, colocada a sameira de cada jogador, por sua vez, na partida, este jogava-a o mais longe possível, com o polegar a funcionar como uma mola, três vezes seguidas, ou seja, uma etapa, não sendo permitido sair das paralelas. Se saltasse fora dos riscos voltava ao princípio dessa etapa.
As crianças tinham as suas riquezas em sameiras. Quanto à qualidade, guardavam ciosamente algumas que consideravam as mais eficientes para ganharem os jogos.
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Ora eu, que quase nunca vinha à rua, “eu não era menino de rua”, na antevéspera desse Natal tinha sido autorizado a ir brincar com dois vizinhos no passeio de minha casa. E, pronto, fiquei a gostar, até mais do que do brinquedo comprado. O meu mundo não era muito de brinquedos comprados. Brincava criando as minhas brincadeiras como se fossem coisas sérias. Quando era artista de circo pendurava cordas nas árvores do quintal e fazia os trapézios. Convidava duas irmãs minhas vizinhas para se exibirem também, metendo as saiazitas dentro das cuecas para ficarem com as pernas nuas. Ou não é verdade que as trapezistas se exibem com as pernas à mostra? Quando queria um rio fazia um rego com uma enxadinha (enxada, para mim) e esperava que minha mãe despejasse o tanque. Rezava “missas” quando era padre. Também fazia funerais de grilos, gatitos e outros animais pequenos que morriam doentes. Depois arranjava o jazigo de terra com uma colher de trolha e colocava flores com jeito. Semeava couves para vender quando ficassem plantadouras. Porém nunca arranjei mais que um comprador. O meu pai.
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Nos dias de hoje o mundo das crianças é feito mais à base de brinquedos comprados...
Parece-me importante reflectimos um pouco e mudarmos alguns procedimentos a que o mercado de consumo ardilosamente nos submeteu.