quinta-feira, 12 de março de 2009

"Que rico dia!"

A Milau está aqui ao lado a falar com uma das nossas filhas, pelo telemóvel, confirmando uma deslocação com ela a Trás os Montes, da qual também vou ser compincha. Mas o que importa para este escrito é a frase que usou no início do colóquio e que, muito usual, me serve de título.

Abro, mais uma vez, o cartão de memória da minha máquina fotográfica e partilho algumas fotos feitas de tarde, que mostram o "rico dia" de Primavera de hoje e que fizeram do Cerrado do Moinho o nosso paraíso.
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Ameixeiras e pessegueiros

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Camélias

Glicínias prestes a florir


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vasos Morangueiros

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O João, em comentário anterior, quis saber dos vasos morangueiros que me ajudou a comprar em Oliveira, Barcelos, sua terra. Pois, aqui vão os vasos comprados na olaria do Senhor Armando, agora já plantados. Vão ser um regalo para os pássaros, que são madrugadores e acordam mais cedo do que eu.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cheiro de Primavera

Há meses que ansiava por uns diinhas (diazinhos) seguidos de bom tempo, para evacuar aquela má disposição que os dias sombrios me criam, por não poder girar em todas as direcções, seja nas couves e na terra, seja nas pastas e nos vidrados ou também extasiar-me no sol nascente ou no poente.
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As japoneiras estão em flor
Apesar de que este ano não tive, como de costume, uma quase depressão, tipo tristeza, que se me apresenta nos períodos sombrios de Outono e Inverno. Penso poder agradecê-lo à internet pois possibilitou-me muito tempo de estudo, bem aproveitado, de matérias que vinham sendo sucessivamente adiadas.


Mas, os diinhas vieram. Acompanhando a “meteorologia”, as previsões davam bom tempo a partir da passada quarta-feira. E eis-nos de partida para o Cerrado do Moinho pois as “coisas” lá estavam muito atrasadas e urgia pô-las a andar. Fizeram-se, entretanto, alguns telefonemas para podermos contar com colaboração.

A poda das ameixeiras

Que grande felicidade trago agora, que estou a regressar.
O pedreiro acabou uma caleira para escorrência de águas pluviais e vedou, na garagem, uma abertura que, inconvenientemente, os gatos (agora só são 4...) aproveitavam para desarrumar.
O Sr. Alberto arrancou os morangueiros, retirou a terra do canteiro, melhorou-a com composto (produzido na quinta) e calcário, voltou a colocar os morangueiros que seleccionou, pôs a tubagem da rega e abriu a água. Morangal pronto. Depois, podou as ameixeiras e pessegueiros que darão flor brevemente. A seguir, com o moto-cultivador, fresou a terra que há muito tínhamos destinado à sementeira da aveia para os coelhos e que não pôde ser trabalhada por estar muito molhada.

O morangal

Eu, com o Sr. Belmiro (homem muito habilidoso como serralheiro, electricista, canalizador etc.) fizemos, na sexta-feira, umas modificações no forno de cerâmica para poder trabalhar nele sozinho. Na véspera usei-o para uma cozedura e, face às dificuldades que tenho para o abrir, pois necessitava de outra pessoa, resolvi efectuar a modificação. Ontem fiz nova fornada, já sem ajuda. Pena foi não o ter feito mais cedo, uns anos, que teria podido trabalhar muito mais.


Forno com a tampa retirada, antes da modificação

Fiz estas fotos para partilhar.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MEL do pai tem “aquele” gosto

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Há algum tempo atrás, disse neste sítio que haveria de me referir à actividade de apicultor que desenvolvi apaixonadamente e que forças de circunstância, relacionadas com a saúde, me intimaram a abandonar.
A história é longa e profunda. Vem do âmago do meu próprio conhecimento pessoal. Vou tentar ter consideração pelo leitor.

Desde os meus 4 ou 5 anos de idade - vou nos setenta - guardo a recordação gustativa do mel que o meu pai extraiu de duas colmeias que teve, sem grande sucesso, no quintal da casa onde nasci e vivi até os dezoito, nos Carvalhos, V. N. de Gaia.
Depois disso, poucas vezes terá calhado degustar mel. Nada me ficou na memória como “aquele” gosto. Até que, já na década de 80, provei o produto de um amigo de Penafiel e tive uma nova vivência no paladar, muito próxima de “aquele”gosto. Acabado rapidamente o frasco que lhe havia comprado, pedi-lhe que me vendesse mais. Na satisfação do meu pedido, elucidou-me como amigo desinteressado que, futuramente, seria preferível eu ter uma colmeia no meu quintal, podendo assim abastecer-me para todo o ano, do mel que precisava. Bom argumento para me convencer.
Contando com a colaboração desse amigo, comprei, rápido, uma colmeia já com abelhas que coloquei no quintal da casa que habito em Avintes. Livros, conversas com pessoas do ramo, aquisição de materiais, ferramentas e acima de tudo o começar a entender o funcionamento da organização “enxame”foi o início duma forte paixão. E, para mais, dando-me essa paixão, vinte quilos do precioso produto, com o tal sabor, logo no primeiro ano…

…Sete anos depois estava com apiários, de 20 a 30 colmeias cada, em Avintes - Gaia, Esmoriz – Vila da Feira, Codeçoso – Celorico Basto, Venda Nova – Gerês, para além de prospecções/experiências em outros lados. A utilização destes locais era retribuída com mel ou com o serviço de polinização que as próprias abelhas fazem, o que aumenta significativamente as produções dos pomares. Praticava a transumância entre Esmoriz, onde fazia a colheita do mel (cresta) em Junho e Venda Nova, com cresta em Setembro, pois neste último local os invernos são demasiado rigorosos para as abelhas se manterem em boas condições. Antes de o frio chegar, trazia-as para Esmoriz novamente.
O trabalho de campo era quase todo executado por mim. Poucas vezes conseguia colaboração de mão-de-obra. É óbvio que as ferroadas são muito desagradáveis. O apicultor tem processos de lidar para evitá-las, como utilizar fumo e trabalhar com a máxima serenidade. Isso não acontece, normalmente, com os colaboradores, pois o receio de serem picados tira-lhes a calma e trabalham muito rápidos, para se despacharem. Na melaria, a desoperculação e centrifugação dos favos, a decantação, filtragem e armazenamento eram trabalhos que eu considerava poderem fazer-se em tempos vagos, portanto, fazia-os só. A embalagem, colocação de rótulos e comercialização, também.
Tive trabalhos muito duros, intensos cansaços, desgostos vários e variados (alguns bem grandes), picadas também. Mas a paixão ficou e voltaria para ela se a minha situação de saúde o permitisse.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Neve - continuação

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Durante a noite, parece que não nevou mais. Hoje de manhã o espectáculo era assim.







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J. R.