Flores da caneleira
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
"Que rico dia!"
Abro, mais uma vez, o cartão de memória da minha máquina fotográfica e partilho algumas fotos feitas de tarde, que mostram o "rico dia" de Primavera de hoje e que fizeram do Cerrado do Moinho o nosso paraíso.
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Ameixeiras e pessegueiros
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Vasos Morangueiros
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Cheiro de Primavera
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Mas, os diinhas vieram. Acompanhando a “meteorologia”, as previsões davam bom tempo a partir da passada quarta-feira. E eis-nos de partida para o Cerrado do Moinho pois as “coisas” lá estavam muito atrasadas e urgia pô-las a andar. Fizeram-se, entretanto, alguns telefonemas para podermos contar com colaboração.
A poda das ameixeiras
Que grande felicidade trago agora, que estou a regressar.
O pedreiro acabou uma caleira para escorrência de águas pluviais e vedou, na garagem, uma abertura que, inconvenientemente, os gatos (agora só são 4...) aproveitavam para desarrumar.
O Sr. Alberto arrancou os morangueiros, retirou a terra do canteiro, melhorou-a com composto (produzido na quinta) e calcário, voltou a colocar os morangueiros que seleccionou, pôs a tubagem da rega e abriu a água. Morangal pronto. Depois, podou as ameixeiras e pessegueiros que darão flor brevemente. A seguir, com o moto-cultivador, fresou a terra que há muito tínhamos destinado à sementeira da aveia para os coelhos e que não pôde ser trabalhada por estar muito molhada.
O morangal
Eu, com o Sr. Belmiro (homem muito habilidoso como serralheiro, electricista, canalizador etc.) fizemos, na sexta-feira, umas modificações no forno de cerâmica para poder trabalhar nele sozinho. Na véspera usei-o para uma cozedura e, face às dificuldades que tenho para o abrir, pois necessitava de outra pessoa, resolvi efectuar a modificação. Ontem fiz nova fornada, já sem ajuda. Pena foi não o ter feito mais cedo, uns anos, que teria podido trabalhar muito mais.
Fiz estas fotos para partilhar.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
MEL do pai tem “aquele” gosto
A história é longa e profunda. Vem do âmago do meu próprio conhecimento pessoal. Vou tentar ter consideração pelo leitor.
Desde os meus 4 ou 5 anos de idade - vou nos setenta - guardo a recordação gustativa do mel que o meu pai extraiu de duas colmeias que teve, sem grande sucesso, no quintal da casa onde nasci e vivi até os dezoito, nos Carvalhos, V. N. de Gaia.
Depois disso, poucas vezes terá calhado degustar mel. Nada me ficou na memória como “aquele” gosto. Até que, já na década de 80, provei o produto de um amigo de Penafiel e tive uma nova vivência no paladar, muito próxima de “aquele”gosto. Acabado rapidamente o frasco que lhe havia comprado, pedi-lhe que me vendesse mais. Na satisfação do meu pedido, elucidou-me como amigo desinteressado que, futuramente, seria preferível eu ter uma colmeia no meu quintal, podendo assim abastecer-me para todo o ano, do mel que precisava. Bom argumento para me convencer.
Contando com a colaboração desse amigo, comprei, rápido, uma colmeia já com abelhas que coloquei no quintal da casa que habito em Avintes. Livros, conversas com pessoas do ramo, aquisição de materiais, ferramentas e acima de tudo o começar a entender o funcionamento da organização “enxame”foi o início duma forte paixão. E, para mais, dando-me essa paixão, vinte quilos do precioso produto, com o tal sabor, logo no primeiro ano…
…Sete anos depois estava com apiários, de 20 a 30 colmeias cada, em Avintes - Gaia, Esmoriz – Vila da Feira, Codeçoso – Celorico Basto, Venda Nova – Gerês, para além de prospecções/experiências em outros lados. A utilização destes locais era retribuída com mel ou com o serviço de polinização que as próprias abelhas fazem, o que aumenta significativamente as produções dos pomares. Praticava a transumância entre Esmoriz, onde fazia a colheita do mel (cresta) em Junho e Venda Nova, com cresta em Setembro, pois neste último local os invernos são demasiado rigorosos para as abelhas se manterem em boas condições. Antes de o frio chegar, trazia-as para Esmoriz novamente.
Tive trabalhos muito duros, intensos cansaços, desgostos vários e variados (alguns bem grandes), picadas também. Mas a paixão ficou e voltaria para ela se a minha situação de saúde o permitisse.
