domingo, 12 de julho de 2009

Aqui está-se bem, mas...


Bem-estar é o que sinto, quase sempre, quando aqui estou na quinta.
Excluindo a contrariedade de um ou outro raro momento menos positivo nos trabalhos ou nos contactos, fico bem com a despreocupação de formalismos, com a aragem fresca na cabeça que apaga alguma dor ou amargo de boca, com os sons relaxantes da água a cair e a correr na levada, para além de barulhos, não ruídos, dos animais, sejam eles pequenas abelhas e zângãos ou sejam as galinhas, os gatos e o “Nero”, passando pelo “pio” nocturno dos sapos e das aves que dormem de dia.


Passaria, facilmente para referências agradáveis ao verde das folhagens, mais dourado ou mais escuro conforme o sol e a sombra, ao cheiro da terra, das flores, dos frutos… e não acabaria …


Mas…embora sejam tamanhas tais belezas, sinto-me melhor se as entremear com um vagueio pelas linguagens da arte.

Desde criança que me sinto atraído pela plasticidade dos materiais e que os tenho manipulado com o saber que consigo, para obter resultados. Nos últimos anos tenho-me dedicado à cerâmica e procurado conhecimentos através das mais diversas formas, incluindo o contacto com artistas e a frequência de cursos da especialidade.

É o que vai acontecer amanhã. Parto por uma semana em Pontevedra onde vou ter o privilégio de aprender, trabalhando com a italiana SÍLVIA ZOTTA e o espanhol RAFA PEREZ, ambos personagens reconhecidíssimas da cerâmica contemporânea internacional, com prémios e honras de nível mundial.


Alguma ansiedade e avidez de aprendizagem estão a permitir que largue por uns dias o belo bucolismo que apregoei no início deste texto.

sábado, 23 de maio de 2009

Burgos


Composição (2 fotos)

Na viagem para Saragoça fizemos paragem em Burgos, onde chegámos a meio da tarde. Como nunca lá tínhamos estado, aproveitámos para fazer uma visitinha à Catedral e zona circundante. Sem paragens prolongadas, percorremos o itinerário recomendado em cerca de duas horas e ficamos com uma enorme vontade de lá voltar, para podermos, então, desfrutar melhor a sua beleza e tornarmo-nos mais ricos de conhecimentos.



Rendas de pedra

Plátanos. Rendas também

sábado, 9 de maio de 2009

De Saída

Amanhã saio em direcção a Saragoça (http://jr-ceramica.blogspot.com/2009/05/preparativos-para-cerco-09.html), passando por Burgos, onde fico para o dia seguinte.
Naquela "ansiedade" que o ansioso diz ser natural, acordei cedo para ultimar os preparativos. Mais um rolinho de arame assim, uma ou duas tabuinhas assado... ah! um alicate... um pano para polir as peças...
Dizia que naquela ansiedade acordei mais cedo que o costume, abri o computador para as notícias, para ver o correio, e fui cair, ainda bem, no blog http://iktuslogos.blogspot.com/ de onde extraí o endereço que segue e recomendo vivamente

Tony Melende <http://www.youtube.com/watch?v=eIErK3uzq5g>

sexta-feira, 20 de março de 2009

Glicínias


As glicínias estão no auge
As azáleas também são lindas

Flores da caneleira

quinta-feira, 12 de março de 2009

"Que rico dia!"

A Milau está aqui ao lado a falar com uma das nossas filhas, pelo telemóvel, confirmando uma deslocação com ela a Trás os Montes, da qual também vou ser compincha. Mas o que importa para este escrito é a frase que usou no início do colóquio e que, muito usual, me serve de título.

Abro, mais uma vez, o cartão de memória da minha máquina fotográfica e partilho algumas fotos feitas de tarde, que mostram o "rico dia" de Primavera de hoje e que fizeram do Cerrado do Moinho o nosso paraíso.
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Ameixeiras e pessegueiros

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Camélias

Glicínias prestes a florir


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vasos Morangueiros

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O João, em comentário anterior, quis saber dos vasos morangueiros que me ajudou a comprar em Oliveira, Barcelos, sua terra. Pois, aqui vão os vasos comprados na olaria do Senhor Armando, agora já plantados. Vão ser um regalo para os pássaros, que são madrugadores e acordam mais cedo do que eu.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cheiro de Primavera

Há meses que ansiava por uns diinhas (diazinhos) seguidos de bom tempo, para evacuar aquela má disposição que os dias sombrios me criam, por não poder girar em todas as direcções, seja nas couves e na terra, seja nas pastas e nos vidrados ou também extasiar-me no sol nascente ou no poente.
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As japoneiras estão em flor
Apesar de que este ano não tive, como de costume, uma quase depressão, tipo tristeza, que se me apresenta nos períodos sombrios de Outono e Inverno. Penso poder agradecê-lo à internet pois possibilitou-me muito tempo de estudo, bem aproveitado, de matérias que vinham sendo sucessivamente adiadas.


Mas, os diinhas vieram. Acompanhando a “meteorologia”, as previsões davam bom tempo a partir da passada quarta-feira. E eis-nos de partida para o Cerrado do Moinho pois as “coisas” lá estavam muito atrasadas e urgia pô-las a andar. Fizeram-se, entretanto, alguns telefonemas para podermos contar com colaboração.

A poda das ameixeiras

Que grande felicidade trago agora, que estou a regressar.
O pedreiro acabou uma caleira para escorrência de águas pluviais e vedou, na garagem, uma abertura que, inconvenientemente, os gatos (agora só são 4...) aproveitavam para desarrumar.
O Sr. Alberto arrancou os morangueiros, retirou a terra do canteiro, melhorou-a com composto (produzido na quinta) e calcário, voltou a colocar os morangueiros que seleccionou, pôs a tubagem da rega e abriu a água. Morangal pronto. Depois, podou as ameixeiras e pessegueiros que darão flor brevemente. A seguir, com o moto-cultivador, fresou a terra que há muito tínhamos destinado à sementeira da aveia para os coelhos e que não pôde ser trabalhada por estar muito molhada.

O morangal

Eu, com o Sr. Belmiro (homem muito habilidoso como serralheiro, electricista, canalizador etc.) fizemos, na sexta-feira, umas modificações no forno de cerâmica para poder trabalhar nele sozinho. Na véspera usei-o para uma cozedura e, face às dificuldades que tenho para o abrir, pois necessitava de outra pessoa, resolvi efectuar a modificação. Ontem fiz nova fornada, já sem ajuda. Pena foi não o ter feito mais cedo, uns anos, que teria podido trabalhar muito mais.


Forno com a tampa retirada, antes da modificação

Fiz estas fotos para partilhar.